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Gestão de negócio na pandemia: um caso de sucesso com a Hope

Atualizado: Jul 7



Loja Hope
Uma das lojas de lingerie feminina da Hope (foto: divulgação).)


Você provavelmente já ouviu a expressão popular “se a vida te der um limão, faça uma limonada”. Ou aquela que diz “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Essas duas frases podem representar muito bem o empreendedor que teve de usar a criatividade e aproveitar as oportunidades de mercado para evitar grandes prejuízos ou até mesmo para salvar seu negócio durante a pandemia.



Oportunidade de mercado


Como exemplo de sucesso podemos citar Sandra Chayo, sócia e diretora de estilo e marketing do Grupo Hope, a maior marca de lingerie do Brasil e que atua há mais de 54 anos no mercado. Em entrevista ao Portal 6minutos.uol, Sandra revela que uma das primeiras ações da empresa com o início da pandemia foi a venda de roupas confortáveis para as pessoas, que passariam a ficar em casa por conta do trabalho em home office e estudos no formato EAD.


Por isso, aumentaram a produção de pijamas, leggins e moletons. Esses artigos de homewear (roupas de ficar em casa) passaram a representar 20% do faturamento da marca, o dobro do que era arrecadado no período anterior à pandemia.


Os ótimos números não foram importantes apenas para evitar prejuízos, mas também permitiram executar um projeto de expansão da marca. Em 2021 a Hope mais do que dobrou o tamanho da fábrica de Maranguape, no Ceará (de 16 mil m² para 33 mil m²).


Outro exemplo de oportunidade de mercado foi quando a empresa passou a fabricar máscaras faciais de proteção contra o coronavirus para seus colaboradores. Com a alta demanda dessas máscaras para a sociedade de uma forma geral, a empresa passou a produzi-las em massa para explorar sua comercialização. As vendas fizeram sucesso e só foram interrompidas devido a escassez de matéria-prima para novas produções.


Criatividade na pandemia


A Hope é uma case de sucesso de vendas durante a pandemia e isso é inegável. Além das oportunidades de mercado, a marca também se destacou no quesito criatividade de negócios. Com a expansão da fábrica de Maranguape veio o projeto da “loja light”, um tipo de comércio de rua que está ganhando cada vez mais espaço, principalmente após a pandemia.


Além de investimento menor do que o necessário para abrir e manter uma loja dentro do shopping, por exemplo, esse novo modelo de comércio sofre menos impactos com à covid-19, uma vez que funciona à céu aberto e por isso não necessitam fechar as portas em casos de medidas de isolamento social.


"Nosso plano era ter 40 lojas desse tipo em 2021 e já estamos batendo esse número no primeiro semestre", revelou Sandra Chayo em entrevista ao Portal 6minutos.

E criatividade parece ser mesmo a melhor solução para as dificuldades trazidas pela pandemia. Em moldes parecidos com as lojas de ruas, outros empreendedores estão investindo em comércios do tipo “cliente não entra”.


Essas lojas, muito presentes em São Paulo, têm pouco ou nenhuma estrutura para receber seus clientes no espaço interno, que fica reservado quase que somente aos funcionários. São exemplos a padaria Assaz Orgânica, na rua Major Sertório, na Vila Buarque, os cafés The Coffee, a Pistor Pães Artesanais, em Santa Cecília e a Patties Burger, em Pinheiros e no Brooklin.


Tipo de comércio de rua - Pistor Pães
Vitrine da Pistor Pães para clientes escolherem o pedido. (foto: Pedro Napolitano Prata)

A Assaz Orgânica, por exemplo, foi inaugurada em 2019 e tinha um pequeno espaço, onde os clientes podiam entrar, escolher, pagar e sair. Com a pandemia esse espaço foi totalmente fechado e agora o atendimento acontece apenas no balcão da calçada.


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